Preso em operação, ex-prefeito de Januária está foragido, afirma PF

Do G1 Grande Minas
Maurílio Arruda nega que tenha descuprido prisão domiciliar (Foto: Valdivan Veloso/G1)Maurílio Arruda seria levado à delegacia da PF
(Foto: Valdivan Veloso/G1)
O ex-prefeito de Januária (MG), Maurílio Arruda, alvo de um dos cinco mandados de prisão da operação Rua da Amargura, foi considerado foragido pela Polícia Federal na noite desta segunda-feira (12).
Segundo as primeiras informações, ele estava à caminho da delegacia da PF em Montes Claros, após ser preso no fim da manhã emJanuária, quando conseguiu a fuga. Testemunhas ouvidas pelo G1 alegam que o ex-prefeito conseguiu sair do carro e fugir em uma motocicleta, que estava esperando por ele. Tudo ocorreu durante uma parada do veículo em um sinal de trânsito.
A Polícia Federal não confirmou a versão e disse que irá se pronunciar somente na manhã desta terça-feira (13).
Entenda o caso
A operação Rua da Amargura, deflagrada na manhã desta segunda-feira, investiga a aplicação de mais de R$ 1 milhão em obras de pavimentação e drenagem de ruas e visa o combate ao desvio de recursos públicos. Foram expedidos pela Justiça cinco mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Três ex-servidores da Prefeitura de Januária (MG) já foram detidos, além do ex-prefeito Maurilo Arruda, agora foragido; um ex-secretário de Educação também segue foragido.
De acordo com as investigações, laudos de engenharia atestaram a inexecução total de diversas obras de pavimentação, pagas com dinheiro público do município.Os envolvidos fraudavam processos licitatórios, direcionavam a contratação de obras, como pavimentação e drenagem de ruas, para uma empresa que também fazia parte do esquema criminoso.
O empresário, que firmou acordo de cooperação premiada com a PF e o MPMG, contou que grande parte dos recursos destinados às obras era desviados pelo grupo criminoso.
Acordo de colaboração
As investigações começaram em 2014, como um desdobramento da operação Sertão Veredas, realizada em maio de 2013, em MG, BA e ES. O foco era uma organização que atuava nos municípios de Januária e Itacarambi (MG) desviando recursos públicos de obras em diversas áreas. Na época, o prejuízo estimado era de R$ 5 milhões.
O acordo de colaboração feito com o empresário investigado no esquema criminoso ajudou a PF a identificar o grupo preso na operação Rua da Amargura. Maurílio Arruda ainda foi alvo dasoperações Esopo, deflagrada em setembro de 2013, e Exterminadores do Futuro, que ocorreu em junho de 2014; ambas voltadas para o combate de desvios de verbas públicas e fraudes em licitação.