Manga pode ter outra eleição

Se você, caro leitor, pensa que a maior torcida para a não diplomação do prefeito eleito de Manga, Joaquim Oliveira Sá, o Joaquim do Posto Shell (PPS), vem da turma do PT, você está redondamente enganado. Sim, os petistas contam com a anulação das eleições no município por conta da falta de quitação na prestação de contas de Quinquinha nas eleições de 2014, o que o deixou inelegível e, portanto, inapto para ter disputado o cargo de prefeito neste ano. Mas não é desse campo que reside a maior expectativa por um segundo turno nas eleições locais: quem mais torce pela anulação da eleição de Quinquinha do Posto é gente do seu próprio entorno político.
Já há pelo menos três possíveis candidatos à uma nova disputa na hipótese, difícil sim, mas não impossível, de que a Justiça Eleitoral adote o entendimento que a eleição em Manga teve o vício de origem de ter validado para o pleito o nome de um candidato que não reunia condições para tal. A temperatura de bastidores subiu nos últimos dias, depois que o prefeito eleito começou a circular pelo município de braços dados com o seu irmão Wilson Mota. Há uma suspeita, ainda não declarada, de que Quinquinha ensaia movimento para indicar o nome do irmão como candidato, caso tenha sua diplomação negada. O microempresário Wilson Mota chegou a disputar o cargo de prefeito em 2004, após uma passagem apagada pela Câmara de Vereadores.
Mota ganhou, na ocasião, o apelido de candidato Bombril’, após conseguir os 1001 votos que o deixou longe da cadeira de prefeito. É pouco provável que Quinquinha lance mão do inexpressivo Wilson, na política, claro, para uma eventual disputa de segundo turno em Manga, mas a aproximação entre os dois acendeu o sinal amarelo de outros nomes que têm interesse em participar dessa por enquanto ainda improvável eleição.
Com informação de Luis Cláudio Guedes   


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