Maioria dos deputados da ALMG tentará a reeleição


Somente dez dos 77 deputados estaduais mineiros devem tentar uma vaga na Câmara Federal em 2018. A grande maioria pretende trabalhar pela reeleição e manutenção da vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerias (ALMG). E, até agora, nenhum parlamentar deu indicativo de que vai desistir da vida política. Esse cenário somente vai mudar, na avaliação de deputados ouvidos pelo Aparte, se o sistema eleitoral for alterado durante a discussão da reforma política no Congresso Nacional.
Presidente da Assembleia de Minas, Adalclever Lopes (PMDB) pode tentar uma vaga na Câmara no pleito de 2018. Hoje, o pai dele, o deputado federal Mauro Lopes (PMDB), é quem representa a família em Brasília. É dito nos bastidores que Mauro,que tem 81 anos, pode aposentar-se para deixar o caminho livre para o filho. Uma outra possibilidade ventilada, principalmente por aliados do governador Fernando Pimentel (PT), é que Adalclever se candidate a vice numa chapa encabeçada pelo petista.
Deputado estadual mais votado nas eleições de 2014, Paulo Guedes (PT) também vai pleitear uma cadeira no Legislativo federal no ano que vem. Há três anos, ele recebeu 164.831 votos. Se Guedes estivesse tentando um cargo em Brasília na época, ficaria entre os dez deputados federais mineiros mais votados. Do mesmo partido, Rogério Correia também pretende candidatar-se à Câmara dos Deputados.
Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, Noraldino Júnior (PSC) também quer ser deputado federal em 2018. Outro nome ventilado é o do representante do Triângulo Mineiro na Casa, o deputado Felipe Attiê (PTB). Já Laffayete Andrada (PSD) vai tentar uma vaga na capital do país, com o intuito de assumir o posto do pai, o deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB), que pode disputar o Senado em 2018. Em seu quarto mandato na Assembleia, Gilberto Abramo (PRB), segundo aliados, já se mostrou pronto para entrar na disputa pela Câmara Federal.
Segundo parlamentares ouvidos pela coluna, a maioria dos deputados estaduais deve tentar manter-se na Assembleia porque trabalha nas eleições com a chamada “dobra”. “Eu, como deputado estadual, faço campanha com outro candidato a federal. Assim, a chance de os dois conseguirem mais votos é bem maior. E, como a maioria dos federais deve tentar a reeleição, não tem como disputar”, afirmou um deputado.
Na Casa também é comentado que o cenário vai ficar mais claro a partir de outubro, quando vai se ter a resposta se o sistema eleitoral vai mudar. Vários parlamentares querem que o modelo “distritão”, em que os mais votados são eleitos, seja aprovado. “Como já somos deputados, temos mais chances do que os novatos no distritão, ainda mais com um corte de cerca de 55 mil votos. E aí tem aqueles deputados eleitos com poucos votos que podem pensar duas vezes se vão disputar a eleição”, declarou um político. (Fransciny Alves)