Prefeito de Manga diz que recorrerá de sentença que considera “injusta e desestimulante”

“Injusta e desestimulante”, foi como o prefeito de Manga, MG, Joaquim Oliveira (PPS), classificou hoje a sentença do juiz da 2ª Vara Cível daquela comarca, João Carneiro Duarte Neto, que o condenou a quatro anos de inelegibilidade e à perda da função pública. O motivo: uma das empresas do prefeito recebeu de R$ 400,00 a R$ 600,00 por mês por serviços de travessia de veículos em balsa sobre o rio São Francisco, principalmente ambulâncias, entre 2008 a 2012, entre Manga e Matias Cardoso.
O prefeito disse que decisões como esta só desestimulam as pessoas honestas a ingressarem na política. “Talvez fosse melhor eu ter deixado seres humanos, pais de família, crianças e idosos morrerem, enquanto as ambulâncias aguardavam na beira do rio pela chegada de uma balsa que não fosse a minha”, vaticinou.
O prefeito lembra e a sentença reconhece que na época haviam apenas duas balsas prestando o serviço de travessia de veículos entre Manga e Matias Cardoso. Uma delas a balsa Ninfa da Índia, de propriedade de sua empresa, a Transporte Fluvial Oliveira. Após a construção da ponte em Carinhanha, BA, passaram a ser três e, depois, seis balsas, que tiveram suas atividades reguladas por um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta celebrado com o Ministério Público e, em seguida, licitado pelo Estado.
“Imagine se uma ambulância chegasse ao porto com um paciente em estado grave e, naquele dia, a balsa licitada estivesse fora de operação, por conta de manutenção ou qualquer outra causa, e a única balsa que tivesse em operação naquele dia fosse a balsa não licitada. Teria que deixar para atravessar o paciente no dia seguinte?”, indaga o prefeito.
O prefeito de Manga lembra que o serviço de travessia é muito peculiar e sua situação, nesse caso, se iguala à das cidades em que o único posto de combustível é do prefeito, como Mirabela, MG, onde o abastecimento da frota municipal foi autorizado e acompanhado por quatro anos pelo Ministério Público.
Joaquim Oliveira salientou que tanto o Ministério Público quanto o juiz sentenciante reconheceram que não houve dano algum ao erário. Tanto que o Ministério Público, que é o titular da ação, pediu que ela fosse julgada improcedente.

O prefeito informou segue acreditando na Justiça, que recorrerá da decisão e espera que seja corrigida nas instâncias superiores.(NOTICIAS DO NORTE DE MG)

Postagens mais visitadas deste blog

Cidade Itacarambi esta de luto, morreu Jasmim Seixas

FALECEU EM MONTES CLAROS JASMIM SEIXAS, DEPOIS DE FICAR INTERNADA VÁRIAS SEMANAS.

Jovem morre após atropelar pedestre e cair de motocicleta em Itacarambi.